2010 chegou, e daí?

Por Marisa Oliveira

Já não é novidade. Estamos em 2010. Aliás, fevereiro de 2010.

Há alguns dias, tenho certeza que você se lembra, estávamos numa ansiedade danada. Irritados, estressados e cansados, nos arrastávamos para chegar ao tão esperado final do ano. Para piorar, a cada dia que se aproximava a data, a pressão aumentava: correria aos shoppings; dúvidas sobre onde passar o reveillon; exaustiva negociação nos empregos para tirar folgas do final de ano, de preferência, já emendando com as férias; sem contar, ainda, os tumultos causados por um trânsito insuportável!

Ufa! Graças a Deus, chegou!
Ufa! Graças a Deus, passou!

Mas me conta, quero muito saber: você pulou as 7 ondinhas, vestiu branco? Alô mulheres, vocês não se esqueceram da calcinha amarela, né? Ahhhhh.... E a lista com os novos projetos, você fez?

Tá bom, nesta altura você já deve estar desconfiando onde quero chegar.

Se você é como eu: tem família, contas a pagar, trabalha muito, não está satisfeito com o seu peso ou suas proporções e não tem um helicóptero para se locomover, já deve estar começando a se sentir cansado com a retomada da rotina e, muito provavelmente, já está se perguntando: Falta muito para o carnaval, semana santa, páscoa?

Daqui a pouco, nem bem o ano começou, já estaremos ansiando pelo natal de 2010, como forma de dar uma parada no ritmo louco de nosso dia a dia.

A realidade é que, passa um ano, entra outro, tudo permanece igual: continuamos colocando nossa felicidade, sucesso, crescimento, enfim, expectativa de vida nos outros ou em conquistas de coisas materiais. Com isso, geramos em nosso cotidiano, cada vez mais, ansiedade e frustração.

No final, apesar dos esforços, a conta da balança, não bate! Nadamos, nadamos, nadamos e, o pior é que, ultimamente, nem conseguimos chegar até a praia para morrer!

Precisamos urgentemente resgatar os nossos valores, para fazer (e sentir) a nossa vida valer à pena.

A grande tragédia do Haiti expressa um grande alerta para todos.
Afinal, quando perdemos tudo, o que nos resta? O que nada, nem ninguém pode arrancar de nós?

Com certeza, somente aquilo que se porta no coração. Aquilo que define as nossas escolhas, a forma como transitamos pelo mundo, ou seja, os nossos valores. Quanto mais distantes ficamos desses valores, mais perdidos, vazios e infelizes nos encontramos. E a vida fica sem sentido.

Quantos de nós colocaram nos seus projetos para 2010, ser mais gentil, pacífico, amoroso, flexível e complacente? Quantos, à meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2009, ergueram os olhos aos céus, e com suas taças em punho, clamaram, ardentemente, por aprender, no ano novo, acerca da compaixão?

Se você não o fez, ainda dá tempo, tá? Saia do automatismo, saia do arrastão!

Não queira fazer diferente. Escolha SER a diferença.

Que tal, no próximo final de semana, colocar o seu calção, biquíni, e convidar seu filho para tomar um banho de chuva? – Afinal, tá chovendo horrores, mesmo!

Ou talvez, que tal comprar um presentinho surpresa para sua esposa, marido, namorada, ficante? - As liquidações estão imperdíveis!

Que tal, aí na sua empresa, parar de brincar de amigo secreto e se declarar amigo assumido?

Com tudo isso, que venha 2011, 2012, 2013... Com certeza estará valendo à pena!

E quanto àquela calcinha amarela, nem tente, jogue logo fora! Não tem tesão que resista!

Experimente, ainda, nada usar. Desnude-se! Deixe que o mundo veja toda a beleza do seu Ser, o Divino que habita todos nós.

Que 2010 seja transformador!

 

Marisa Oliveira é terapeuta transpessoal. Ministra palestras e cursos na área de Desenvolvimento Pessoal. É presidente e fundadora da empresa Origens Desenvolvimento Pessoal- www.aorigens.com.br